Expressão Gráfica 2005/2008

Notas e anotações da aulas do curso de especialização em Expressão Gráfica - edição 2005. [com algumas coisas mais sobre tipografismo/ 2008]

Saturday, September 10, 2005

Estereotipia

O texto descreve o que e como se constitue um estereótipo, e de como este é necessário para o processo da comunicação. Relaciona a criatividade com os variados modelos mentais estereotipados que vão sendo cultivados e estabelecidos nos indivíduos através de suas memórias, percepções e contexto cultural. A dificuldade em ir além dos estereótipos para alcançar um pensamento e/ou uma solução criativa depende de alguns processos mentais. Para isso o indivíduo criativo se utiliza de seu repertório mental (memória e imaginação) para reorganizar de imagens em busca da solução para um problema, gráfico ou não. No artigo, são demonstrados os fatores que envolvem estereótipos e da grande importância que estes têm para a comunicação, da presença que adquire no desenvolvimento da linguagem e para a criatividade e às resoluções de problemas. Além do pensamento visual que é apoiado em três dispositivos (ver, imaginar e desenhar) num modelo proposto por McKIM.

Estereótipos resultam de um processo e categorização daquilo que a mente julga importante de ser lembrado depois. O tipo (molde, modelo) torna-se estéreo (constante) e a comunicação ganha seu impulso. A estereotipia é necessária para uma comunicação eficaz. Os códigos falados e escritos são exemplo disto.
Ícones tendem a ser índices que por sua vez tendem a símbolos. Imagens podem se transformar em símbolos com sua utilização para um ou outro objetivo por uma sociedade .
Percepções estereotipadas podem ser prejudiciasi ao surgimento de novas combinações. Se pudéssemos pensar em uma comunicação criativa, ela seria o lugar onde indivíduos se valem de uma certa reorganização de símbolos, convenções e estereótipos, arranjados e combinados de uma maneira original, visando a obter novos efeitos. Indivíduos verdadeiramente criativos, parecem sempre dispostos a abandonar velhas classificações e a "descobrir que a vida, ou ao menos a sua vida, é rica de novas possibilidades."
De acordo com Peirce, nossas idéias são resultado e expressão de nossa conduta habitual e a superação doss modos estereotipados só se faria por disposição à imaginação. Além disso é preciso ser tolerante e flexível ao mundo.
Aos nossos sensores, em especial à visão, cabe reter a informação por instantes mínimos com o objetivo de recolher o mais essencial, numa operação desempenhada pela “memória de trabalho” que filtra o que é importante . “Quando a informação é mais tarde evocada estará em forma mais simplificada e regularizada, ou seja, um estereótipo do original. ” A gênese do material estereotipado é uma parcela de percepções memorizadas e categorizadas. A estereotipia é mais rápida e fácil de ser percebida pois requer menos esforço que superá-la.
Darras e Amossy afirmam que é bastante provável que um grupo elabore sua cultura usando seu repertório para manter e compartilhar um universo comum. Estes laços são garantidos pelo desenho. Sendo um comportamento de comunicação que surge desde a infância. Considerando que a comunicação é o contexto necessário para as primeiras manifestações gráficas.
A imagem estereotipada é um grande obstáculo para a percepção visual que ampliem possibilidades criativas. Estereótipos gráficos ou iconotipos são robustos e resistentes aprimorados desde a infância até o contexto cultural e prontos para o uso.
A imaginação infantil é o estímulo primordial para (nossa) as primeiras expressões gráficas. Qualidade que geralmente é moldada de acordo com o modelo escolar. Surgem daí os desenhos estereotipados, imitados pelas crianças que acaba limitando a percepção e a imaginação da criança, embotando seus processos mentais.
O pensamento visual criativo é caracterizado por querer redesenhar(mentalmenente) uma imagem. Enquanto os estereótipos limitam a criatividade, ao mesmo tempo garante uma comunicação eficaz. Os elemtenos estereotipados podem atrapalhar novas combinações possíveis que integram o processo criativo, porém a mente tende a reforçar o repertório através da comparação. As novas informações transitam pelas memórias acompanhadas pelos contextos. Assim nossas interações com o mundo são através dos sentidos, principalmente a visão, desde as cavernas. Portanto, os inputs visuais são primordiais para a criatividade.
O ponto comum entre ver, imaginar, e desenhar, como tríplice condição simultânea do pensamento visual envolvido com a tarefa da criatividade e da solução de problemas graficamente. O ponto principal, do modelo de pensamento visual proposto por McKim, parece estar na flexibilidade ou abertura a novas hipóteses perceptivas. Ver, imaginar e desenhar podem ampliar as possibilidades de inovação criadora do pensamento visual, como resultante de um reconhecimento perceptual atento, associado à evocação de memórias e normalmente legitimado por um registro gráfico.





fonte:
REGAL, Paulo Horn, Esterotipia e o Pensamento Visual

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